10 outubro 2011

aparente perda de memória

Sem dúvida que somos nós quem atribui ou não importância ao que quer que seja.
O que permite que te ligues a algo é a forma como tratas esse ser, se o respeitas, se o cuidas. Jamais amas o cãozinho que os teus pais te ofereceram no natal sem antes perderes tempo com o seu banho, com as idas ao veterinário, com as festinhas e as palavras fofinhas. Jamais amas esse cãozinho por ser bonito ou feio, jamais amas esse cãozinho se não estabelecerem uma grande ligação, uma grande cumplicidade. E isso jamais acontecerá sem o tempo devido. Desde o cãozinho até ao periquito, passando obrigatóriamente pelo ser humano. Contudo, só me lembrei depois.

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